sábado, fevereiro 18, 2006

Mais Anùncios POR FAVOR!

Assiste-se a uma crescente polémica discussão em volta da elevada qualidade que a nossa televisão pratica. Discussão no bom sentido, pois sendo tão mau aquilo que se tem vindo a assistir temos de positivar o espírito e encarar estas realidades com algum optimismo.

É inquestionável o sucesso que programas de tão baixo calibre têm registado e as massas de adesão que se confirmam, fruto da exploração da privacidade alheia, a troco de projecção e dinheiro. Até onde iremos? Até quando vamos ludibriar as pessoas para que elas exponham a sua vida, família, sentimentos e outras “partes”, a troco de audiências e falatório?

Por cultura geral todos nós assistimos, nem que seja por uma vez, a estas manifestações da vida real, as quais achamos muita graça e comentamos no café ou com o colega de secretária. E quando é polémico então… Dá pano para mangas!

Tive a oportunidade de assistir há uns anos a um trailer, que me marcou pelo inexplicável da situação, do tão aclamado “Bar da TV” e por coincidência foi a triste cena da mãe e do pai a discutir com a filha chorosa sobre uma suposta situação de promiscuidade, defendendo-se a filha dizendo que não tinha feito nada, a não ser dormir num quarto com uns amigos. Penso eu que era assim a história.

Não tem isto nada de mal, a meu ver. Só é chato é ter sido diante das câmaras e de por isso, ter gerado esta onda de “risada triste” à volta da situação. Claro que os expectadores de sofá que comigo assistiam a todo o enredo da novela e que já são habitués da “coisa” deliciavam-se. Já para não falar nos brothers, condes e afins.

Não condeno os que entram neste jogo pois muitas vezes vão em busca de fácil projecção e vão de livre e espontânea vontade, sem muitas vezes pensarem nas consequências que daí advirão, não tendo por isso pena deles.

Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele, é verdade. Agora não podem ser entidades sérias e presumivelmente idóneas a aliciar as pessoas a um “pronto a vestir” que não só se pode virar contra elas como não é nada confortável para quem lá entra.

Penso que havemos de chegar, se é que já não o fizémos, à linha que o Brasil adoptou com o Ratinho. A exploração das fragilidades pessoais de cada um frente à sagaz necessidade que as outras têm destes escândalos. O fiel ou infiel não será já isso?

E avaliando a moda televisiva que todos seguem é caso para dizer: Mais anúncios por favor!

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