segunda-feira, fevereiro 06, 2006

O QI das Empresas

Há quem diga e eu subscrevo que as empresas são as pessoas!

São elas a sua mais-valia, a sua massa crítica pensante, a sua sobrevivência e, mais do que isso, a sua diferenciação e sucesso de mercado.

Todos, desde o Porteiro ao Presidente, são parte de uma empresa, que se constitui por muito mais do que a simples soma das partes. Esta soma deve levar a sinergias que capitalizam e catapultam o sucesso ou insucesso mediante os casos de boa ou má gestão global (de Recursos Humanos, Técnicos, Económicos, etc.).

Sendo empresas sinónimo de pessoas, como se pode perceber o insucesso de algumas versus o sucesso de outras? Se calhar porque como não há pessoas iguais e umas têm mais sorte do que outras, as empresas também passam por essa mesma metamorfose diferencial, resultante de Culturas e Identidades diferentes.

Mas a esta pergunta legítima (como se pode perceber o insucesso de algumas versus o sucesso de outras?) uma corrente actual responde com a “bonita” percentagem de 70% que representam, em média, as pessoas que, dentro de uma empresa, estão descontentes, insatisfeitas, desmotivadas, encostadas ou são tão somente incompetentes para desempenhar a função que lhes foi atribuída.

O homem (leia-se os dois sexos) molda-se pela sociedade que o rodeia e desenvolve ou não as suas capacidades. Todos têm as mesmas ferramentas. Porque não as desenvolvem ou usam?

E não é só nos níveis mais baixos da escala hierárquica que se verifica esta premente incapacidade. Maioritariamente ela é constatada de forma inequívoca nas mais altas esferas hierárquicas.

Não que eu seja nem melhor nem pior que ninguém, mas contra factos não há argumentos e todos nós conhecemos estes casos.

E se 70%, em média, são “não produtivos”, como se pode compreender e aceitar que a “carroça” seja puxada pelos 30% restantes?

As empresas, de facto, não são inteligentes!

Dissecar os porquês de tamanha inoperância pode passar pela inadequação dos quadros à função que desempenham, mau enquadramento de chefias no acompanhamento e na formação on the job, mau ambiente de trabalho (físico, de remuneração, de objectivos, etc.) indefinição estratégica, institucional ou de mercado, Cultura e Identidade fracas, assaltadas pelas mais terríveis doenças empresariais: clientelismo, feudalismo, tachismo e outros “ismos”, “ências” e “âncias”.

As empresas estão doentes porque as pessoas querem estar doentes. Não querem trabalho, mas sim emprego, reclamam sem muitas vezes dar nada em troca e, quando têm, acham que não é suficiente.

Como lidar com 70% de “massa celulítica”? Não com lipo-aspirações mas sim com exercício intenso e coordenado.

Se há quem consiga, parca minoria, porque não se atinge a generalização? É possível.

Se queremos mudar e ser mais competitivos temos de mudar o QI das empresas.

Que é como anular a “Quantidade Inoperante” que grassa um pouco por todo o lado e potenciar a “Qualidade Inata” de cada um na prossecução dos objectivos de um todo.

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