quarta-feira, junho 02, 2010

Ambição e Ganância

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“Ambição constrói. Ganância destrói”. Marcelo Veras

Caro leitor,

Hoje começo a produção de uma série de reflexões e discussões sobre temas ligados a Carreira, Competências e Sucesso.

Confesso que pensei muito sobre qual seria a melhor estrutura e sequência dos tópicos a serem tratados. E decidi que, antes de mais nada, precisamos colocar um pano de fundo em toda e qualquer discussão sobre o tema. Este pano de fundo servirá para que você, ao ler e pensar sobre a sua carreira, a sua vida e o seu futuro, tenha em mente “onde quer chegar e porque quer chegar”. Estou convencido de que grande parte dos insucessos profissionais e pessoais se dão em função da falta de percepção de limite. Muitas pessoas querem simplesmente porque querem. Não conseguem visualizar um sentido para as coisas e não conseguem nunca enxergar um limite para seus desejos e sonhos.

Desta forma, entendo que um bom começo seja discutirmos a diferença entre ambição e ganância.

“Ambição constrói. Ganância destrói”.

O mundo atual é cheio de oportunidades. Nunca, na história da humanidade, se teve tanta oportunidade como nos dias atuais. A mobilidade social hoje é infinitamente maior do que era nas sociedades agrícola e industrial. A nossa chamada “Sociedade da informação” gera milhares de novos ricos todos os dias. O mundo capitalista nos convida todo momento para batalharmos pela geração de riqueza, pela conquista de novos bens e de uma vida melhor. O dinheiro é fundamental hoje para quem quer usufruir de tantas coisas boas disponíveis no mercado.

Não há mal nenhum nisso. É absolutamente legítimo querer ter sucesso, querer ganhar mais, querer comprar mais. Ninguém deve ter vergonha de querer mais e melhor. Isso vale não somente para a questão financeira, mas também para todos os demais aspectos da vida, inclusive nos relacionamentos com outras pessoas. Todos nós temos o direito de querer evoluir.

Este desejo intenso de alcançar um determinado objetivo chama-se ambição. Pessoas ambiciosas são pessoas que querem mais. Querem crescer. Enxergam um passo a mais. Batalham por mais. São inquietas com o status atual das coisas. Esta característica, embora às vezes interpretada erroneamente, é uma das qualidades mais desejadas hoje no mercado de trabalho. O nível de competitividade atual não permite mais nenhum tipo de acomodação de pessoas e empresas. E quem tem ambição, aliada às competências necessárias para executar projetos relevantes, sai na frente e se destaca.

Portanto a ambição, no seu sentido mais genuíno, é uma característica boa e comum aos vencedores. O problema acontece quando a ambição cruza a fronteira mais perigosa na sua jornada, a fronteira da ganância.

De uma forma simples, a ganância é a perda do controle sobre os desejos. Acontece quando nós não enxergamos mais o fim. Quando tudo vira um estado inicial, mesmo que tenha sido colocado como linha de chegada no início. As pessoas gananciosas cortam do seu vocabulário a palavra “Objetivo”. Elas não têm mais objetivos claros, mensuráveis, orientados no tempo e suficientes. Nada mais é suficiente. Tudo vira pouco.

Quando isso acontece, a estrada do fracasso começa a ser percorrida. E poucos enxergam que acabaram de entrar nela. A ganância invade a cabeça de tal forma que a pessoa embarca nesse caminho sem volta e não sai mais. É como se fosse uma droga. Tira a lucidez. Tirar a percepção de ética. Elimina a capacidade de perceber e respeitar o outro e a sociedade. Normalmente, quando a ganância comanda a cabeça, as pessoas são capazes de tudo para terem mais, mesmo sem ter a menor noção do que fazer com aquilo. Até a hora do tombo, de testa no chão.

Eu não sou a melhor pessoa para aconselhar ninguém sobre nada, mas este assunto me intriga há muito tempo. Ao longo da minha carreira e nas 7 empresas pelas quais já passei, vi muito. Assisti muitas coisas e muitas quedas por este motivo. E confesso que isso me dá medo. Como qualquer ser humano, limitado e sujeito a todas as mazelas da vida, digo que o meu maior medo hoje é o de perder o controle sobre os meus desejos. Eu não quero cair nunca nessa armadilha. E me concentro muito nisso.

De tudo que já li sobre o assunto, compartilho com você algumas dicas de como ficar longe da ganância. Pense e veja se funciona com você.

1 – Estabeleça objetivos para cada “projeto”. E quando alcançar, pare!. Comemore. Diga em alto e bom tom que o final chegou. Que a linha de chegada está ali. Se achar que dá para ir mais longe, inicie um novo projeto, com um novo objetivo. E pare quando alcançar de novo. Comemore. Nunca emende um no outro como se fosse o mesmo, sem linha de chegada.

2 – Ao estabelecer um objetivo, concentre-se no “porquê”. Pergunte-se “n” vezes . Por que eu quero isso? Pra que? O que vou fazer com isso?. Se o objetivo envolve dinheiro, tenha claro o que vai fazer com ele. Dinheiro por dinheiro não tem sentido. O dinheiro é um meio e não um fim. Se objetivo é ser mais feliz num relacionamento pessoal (amizade, namoro ou casamento), pergunte-se por que. Pra que.

3 – Tenha clareza sobre o que você tem hoje. É muito comum perdermos a noção do que temos e colocarmos tudo na vala comum, mesmo que tenhamos um tesouro nas mãos. Há vários ditados por aí que tratam disso. “Nós só damos valor quando perdemos”. “Olhe para o lado e veja que tem muita gente pior do que você. Valorize o que tem”. E por aí vai. Eu não gosto muito de ditados, mas estes cabem aqui. Pare e veja o que você tem, o que conquistou. Analise como você estava há um tempo atrás ou quando começou a carreira e liste as suas conquistas. Olhe para quem está ao seu lado (amigo(a), namorado(a), esposo(a) e liste as suas qualidades). Ou seja, não perca a noção de “onde está”. Perder isso é dar o primeiro passo na estrada da ganância.

Na minha visão, este assunto merece muita reflexão. Quem tem controle sobre os seus desejos consegue ir mais longe. Pense nisso!

Bom, se você gostou do artigo, fique a vontade para repassar para seus contatos. Caso tenha dúvidas ou críticas, peço o seu retorno e desde já agradeço. Caso tenha interesse em tópicos específicos sobre os temas, fique também a vontade para me sugerir.

Obrigado.
Marcelo Veras
Vice presidente Acadêmico - ESAMC
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