domingo, janeiro 15, 2006

Genial 2005

Muitos foram os artigos, opiniões e palestras sobre o ano transacto. Não pretende este artigo ser mais um balanço exaustivo e detalhado sobre o cenário negro do ano que agora terminou onde os cortes de budget, os downsizings, despedimentos, fusões e demais “catástrofes” assolaram o nosso mercado, já de si com deficit de confiança.

Antes, pretendo com este artigo enaltecer algumas situações que me parecem ter marcado, pelo menos, a recta final do ano de 2005, como sendo uma esperança para um 2006 e anos seguintes mais produtivos e rentáveis para todos.

Há uns tempos atrás a Directora da Meios e Publicidade referia uma série de acontecimentos que se fossem vaticinados em 2004 ninguém acreditaria. Pois bem, catástrofes e pessimismos à parte conseguimos ter um mercado com campanhas premiadas a nível internacional, com campanhas premiadas pela eficácia (e não apenas pela criatividade), assistimos a re-brandings de algumas das marcas mais importantes, nem sempre brilhantemente executados, vimos a guerra das telecomunicações levadas ao rubro com o que uma disse a “outra não disse”, assistimos à mudança de cadeiras (já tradicional) em que uns saíram e outros entraram, mesmo depois de terem anunciado a “reforma” (welcome back). Assistimos a grandes contas mudarem de agência, a mega produções publicitárias de fazer inveja a qualquer país, vimos mesmo grandes campanhas serem filmadas em Lisboa .

Encontrámos espaço para mais publicações temáticas de várias áreas, vimos grandes grupos económicos investirem e reforçarem posições em Portugal, tivemos inúmeras conferências, palestras e congressos protagonizados por alguns dos mais importantes nomes do mercado a nível mundial, crescemos no investimento publicitário em media, mesmo acima do esperado e do mercado e, mesmo assim … foi um ano mau!

Não concordo. Acho que foi um ano bom. Difícil, mas bom. Cheio de desafios, de novas coisas para fazer e de diferentes para criar. Foi um ano de afirmação de alguns novos conceitos, mesmo a nível nacional. Citando apenas o Experience Marketing como exemplo máximo de inovação e eficácia de comunicação. Quantas empresas de Brand Experience surgiram na segunda metade do ano? Quantos artigos (e mesmos livros) se escreveram sobre o tema. A Semana Nacional do Marketing reiterou esta tendência com uma série de conferências sobre o tema com os maiores players nesta área. A respeito desta temática somos pioneiros mundiais no tema, com ofertas especificas e tangibilizadas na experience store ou nos experience packs.

Foi um ano de transição. Entre a lamechice normal do passado e a necessidade de criar as bases do futuro. Entre o normal pessimismo e a consciência de que somos bons (melhores do que muitos outros que se consideram mais capazes). Foi um ano que terminou em beleza com a identificação das National Equities por alguém que é um líder na gestão das marcas (nacionais e não só). Diria que vivemos num Portugal Genial e que tivemos um Genial 2005. Depende de nós prolongá-lo para 2006.

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